quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Primavera




Adoro a primavera!
Amo o cheiro que vem no ar, ver as plantas renascendo do nada e começando a florir, fico feliz cada vez que saio a rua e vejo o Sol a cada dia mais forte e mais claro.
É emocionante ver aparecer um brotinho tímido naquele tronco que parecia morto, um brotinho pequeno, frágil que com o passar dos dias vai ficando mais forte e bonito.
Não há nada mais bonito que o botão ir se abrindo e se transformando numa flor colorida, fresca, parece até sorrir e ser feliz.
Francamente não consigo entender uma casa sem flor. Há pessoas que parecem querer viver em lugares áridos e desertos, pois suas casas não tem uma florzinha, uma folhinha verde em nenhum canto. Há também aquelas que tem plantas como decoração, como se fossem uma caixinha, um peso de papel colocado em lugar estratégico na sala ou no hall de entrada e ali fica e fica e fica... até que ninguém a veja mais ou perceba sua presença.
Não chego a falar com minhas plantinhas, mas tenho sempre um olhar de carinho, de felicidade para elas. Falo com orgulho daquela que está florindo depois de um tempo de hibernação, assim como fico preocupada quando vejo que uma delas está meio tristinha, não se desenvolvendo, ficando sem folhas, imediatamente trato de mudá-la de lugar, tentando encontrar onde ela possa se sentir melhor. Claro que isso nem sempre dá certo e como um médico, já perdi muitas plantas e vasos que não foram pra frente, mesmo trocando de lugar várias vezes. Nessas ocasiões coloco as falecidas num saco de lixo, sempre com uma ponta de tristeza no coração.
Esse ano em especial, fui contemplada com muitas flores, principalmente de orquídeas, as quais achei que nunca conseguiria cultivar, por sempre ter ouvido falar que são muito delicadas e difíceis. Talvez elas tenham gostado do cantinho e do vaso que ajeitei para elas com tanto carinho.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Votação

Ontem foi dia de eleição.
A "Festa Democrática". Dia de cumprir com nosso dever cívico, etc,etc,etc
Mas ontem também foi dia de rever minha velha e boa escola.
Desde que tirei meu título de eleitor, e lá já se vão alguns anos e eleições, voto sempre no mesmo lugar; a escola onde estudei parte do primário e todo o ginásio (ou como é conhecido agora - o ensino fundamental), que fica a uma quadra da casa em que morava e que hoje mora meu irmão com a família.
Nunca mudei meu local de votação.Primeiro por ser uma oportunidade de passar o dia com a família e depois, pq sempre gostei de voltar naquele prédio e conferir como iam as coisas depois de tantos anos fora da escola.
Passar o dia com a família é sempre uma alegria, mas rever a escola tem sido a cada ano mais penoso. O jardim lateral onde tinha uma fileira de árvores que iam da entrada ao final do corredor, foi simplesmente destruído, hoje só tem cimento. Que pena, os novos alunos agora tem aula olhando para o muro e não para as árvores. No páteo onde tínhamos o recreio e as vezes aula de educação física, está detonado, todo pixado.
Como disse, nunca pensei em mudar meu domicilio eleitoral, mas neste ano, comecei a pensar seriamente no caso. Acho que não vou aguentar mais ver aquele lugar sendo destruído devagarzinho.
E estou falando somente do prédio, da escola física, nem ouso falar da qualidade de ensino, que esta já foi embora faz tempo.
Acho que hoje estou um pouco amarga, até tentei achar algo que fosse simpático ou engraçado, nisso tudo, mas realmente só encontrei melancolia.

domingo, 28 de setembro de 2008

50 Anos


Hoje fui a comemoração de 50 anos de casamento de meus tios Yvonne e Zezé. Ótima chance de reencontrar toda a família, tios, tias, primos, primas próximos e aqueles mais distantes, que só encontramos nos casamentos e enterros.
Nos dias de hoje um casal chegar aos 50 anos de casados é praticamente um milagre, nem tanto pela idade, já que a perspectiva de vida aumenta a cada ano, mas pelo casamento em si.
E não estou falando de casamento de fachada, do tipo pra inglês ver, mas sim de casamento no duro, tipo pra toda vida com amor. Só isso já é motivo pra festa de uma semana.
Nesses eventos sempre descubro mais alguma coisa sobre meus pais quando jovens, pelas histórias contadas, pelos primos deles e fico imaginando meu pai, Sr. sério e compenetrado, aprontando na escola, ou levando o primo pequeno pra pizzaria depois do jogo do Juventus.
Pena que não fiquei sabendo dessas histórias enqto podia tirar um sarro dele. Mas com essas novidades é possível descer pai e mãe do pedestal sacrossanto em que as vezes os colocamos, esquecendo que são pessoas como nós, e que erram, aprontam, foram jovens e divertidos.
As vezes acho que todos deveríamos usar crachás com os nomes e filiação, pq. encontramos pessoas que nos conheceram qdo eramos bebês, então os cumprimentos geralmente são:
- Oi, sou a Teresinha filha do Didinho e da Nair.
- Olha só, eu conheci vc pequenininha..., sou a prima...., primo...., filho da prima.... E por aí vai.
Mas sempre é muito divertido encontrar a turma toda. Tiramos uma foto das primas, são 07 mulheres entre 55 e 35 anos, na mesma hora lembrei de outra foto, tirada quando nossos avós fizeram também 50 anos de casados lá pelos anos 70, qdo eramos adolescentes e crianças. Vai ser interessante comparar as duas.
Pra finalizar a comemoração teve a jogada do buquê da noiva para as solteiras ansiosas. Quem levou foi uma prima de meu pai, viúva que com muito bom humor nos convidou a todos para seu casamento e aproveitou e pediu uma forcinha pra encontrar o noivo.

domingo, 21 de setembro de 2008

TPM em 4 fases

Minha amiga Silvia mandou o texto abaixo por e-mail. Posso garantir que comigo é assim. Será assim também com o resto da humanidade?

* Segundo a visão masculina, dividiu-se a TPM em 4 fases principais:

*Fase 1 - a Fase Meiguinha*
Tudo começa quando a mulher começa a ficar dengosa, grudentinha. Bom sinal? Talvez, se não fosse mais do que o normal.
Ela te abraça do nada, fala com aquela vozinha de criança e com todas as palavras no diminutivo. A fase começa chegar ao fim quando ela diz que está com uma vontade absurda de comer chocolate. O que se segue,é uma mudança sutil desse comportamento, aparentemente inofensivo, para um temperamento um pouco mais depressivo.

*Fase 2 - a Fase Sensível*
Ela passa a se emocionar com qualquer coisa, desde uma pequena
rachadura em forma de gatinho no azulejo em frente à privada, até uma reprise de um documentário sobre a vida e a morte trágica de Lady Di. Esse estágio atinge um nível crítico com uma pergunta que assombra todos os homens, desde os inexperientes até os mais escolados como o meu pai:
- Você acha que eu estou gorda?
Notem que não é uma simples pergunta retórica. Reparem na entonação, na escolha das palavras.. O uso simples do verbo 'estou' ao invés da combinação 'estou ficando', torna o efeito da pergunta muito mais
explosiva do que possamos imaginar.
E essa pergunta, meus amigos, é só o começo da pior fase da TPM.
Essa pergunta é a linha divisória entre essa fase sensível da mulher para uma fase mais irascível.

*Fase 3 - a Fase Explosiva*
Meus amigos, essa é a fase mais perigosa da TPM.
Há relatos de mulheres que cometeram verdadeiros genocídios nessa
fase. Desconfio até que várias limpezas étnicas tenham sido comandadas por mulheres na TPM.. Exagero à parte, realmente essa é a pior fase do ciclo tepeêmico. Você chega na casa dela, ela está de pijama, pantufas e descabelada. A cara não é das melhores quando ela te dá um beijo bem rápido, seco e sem língua. Depois de alguns minutos de silêncio total da parte dela, você percebe que ela está assistindo aquele canal japonês que nem ela nem você sabem o nome. Parece ser uma novela ambientada na era feudal. Sem legendas...
Então, meio sem graça, sem saber se fez alguma coisa errada, você faz aquela famosa pergunta: 'Tá tudo bem?' A resposta é um simples e seca: 'Ta' sem olhar na sua cara.
Não satisfeito, você emenda um 'Tem certeza?', que é respondido mais friamente com um rosnado baixo e cavernoso 'teenhoo.'. Aí, como somos legais e percebemos que ela não tá muito a fim de papo, deixamos quieto e passamos a tentar acompanhar o que Tanaka está tramando para tentar tirar Kazuke de Joshiro, o galã da novela que...
- Merda, viu!? - ela rosna de repente.
- Que foi?
A Fase Explosiva acaba de atingir o seu ápice com essa pergunta.
Sem querer, acabamos de puxar o gatilho. O que se segue são esporros do tipo: - Você não liga pra mim! Tá vendo que eu to aqui quase chorando e você nem pergunta o que eu tenho! Mas claro! Você só sabe falar de você mesmo! Ah, o seu dia foi uma merda? O meu também! E nem por isso eu fico aqui me lamuriando com você!
E pára de me olhar com essa cara! Essa que você faz, e você sabe que me irrita! Você não sabe! Aquele vestido que você me deu ficou apertado! Aaaai, eu fico looooouca quando essas coisas me acontecem! Você também, não quis ir comigo no shopping trocar essa merda! O pior de tudo é que hoje, quando estava indo para o trabalho, um motoqueiro mexeu comigo e você não fez nada! Pra que serve esse seu Jiu Jitsu? Ah,você não estava comigo? Por que não estava comigo na hora? Tava com alguma vagabunda? Aquela sua colega de trabalho, só pode ser ela. E nem pra me trazer um chocolate! Cala sua boca! Sua voz me irrita! Aliás,vai embora antes que eu faça alguma besteira. Some da minha frente! Desnorteado, você pede o pinico e sai. Tenta dar um beijinho de boa noite e quase leva uma mordida.

*Fase 4 - a Fase da Cólica*
No dia seguinte o telefone toca. É ela, com uma voz chorosa, dizendo que está com uma cólica absurda, de não conseguir nem andar. Você vai à casa dela e ela te recebe dócil, superamável. Faz uma cara de coitada,como se nada tivesse acontecido na noite anterior, e te pede pra ir à farmácia comprar um Atroveran, Ponstan ou Buscopan pra acabar com a dor dela.Você sai pra comprar o remédio meio aliviado, meio desconfiado 'O que aconteceu?', você se pergunta. 'Tudo bem'. Você pensa: 'Acho que ela se livrou do encosto'. Pronto! A paz reina novamente. A cólica dobra a fera e vocês voltam a ser um casal feliz. Pelo menos até daqui a 20 dias...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Capitu em nova fase

As vezes acho que esse blog devia ser da Capitu e não meu, pois tem mais textos sobre ela do que sobre mim.
Pois ela está em nova fase de vida. Como diziam minha avó e tias: ela ficou mocinha, ou seja, entrou no cio.
É muito interessante ver as mudanças que ocorrem em tão pouco tempo, afinal ela só tem 6 meses. Essas mudanças são muito rápidas! Os dentes de leite já cairam quase todos e os definitivos estão chegando, o latido passou de fininho e infantil para alto e forte, as brincadeiras mudaram também e ela sente falta de espaço, de poder correr e gastar energia. Ela fica feliz da vida qdo. conseguimos deixá-la por algum tempo na garagem da frente da casa onde o espaço é um pouco maior, lá ela corre de um lado pra outro, mexe em todos os vasos, recebe carinho de quem passa na rua, briga com o gato do vizinho e até namora o doberman do mesmo vizinho.
Daqui a duas semanas vamos castrá-la, pois assim poderá sair e passear de novo pelo bairro e principalmente ir a casa da mãe do Jorginho, onde está o Lancelot, um garanhão de primeira que não perdoa ninguém.Estou pensando em pedir para a veterinária da Capitu para assistir a operação, tenho a maior curiosidade de ver como é essa história e também assim eu posso segurar a patinha dela pra dar uma forcinha.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A PROCISSÃO E OS VAGALUMES

Passei parte de minha infância em São Caetano do Sul, cidade vizinha a São Paulo, que faz parte do Grande ABC. Nos idos dos anos 60 porém era quase uma cidade do interior com suas ruas calmas e arborizadas.
Morávamos no Bairro Cerâmica, que ganhou este nome em função da Cerâmica São Caetano que ficava próxima a nossa casa.
As cerimônias religiosas ainda eram fortes e muito concorridas. Na época da Semana Santa havia várias cerimônias. Lembro de uma em particular. Na Sexta Feira Santa era feita a Procissão do Senhor Morto, quando no andor era carregada a imagem de Cristo deitado com as mãos e pés feridos. Os fieis seguiam a imagem e o padre saindo da igreja e passando por vários quarteirões até a volta a igreja onde era celebrado um ritual, pois na Sexta Feira Santa não pode haver missas.
Essas procissões ocorriam geralmente a noite e todos carregavam velas nas mãos. Como a iluminação publica era muito fraca, as ruas se iluminavam com as velas. Quem visse de cima teria a impressão de uma grande cobra iluminada passeando pela cidade.
Eu devia ter por volta de 6 a 7 anos, estávamos em casa nessa noite. Todos esperando a passagem da procissão em frente a nossa casa que começava sempre com o som da reza vindo de lugar nenhum, só um som de murmúrio que vinha crescendo e com ele trazendo a luz. Nessa noite junto com o som da reza, as velas acesas, a imagem do Cristo vieram também vários vagalumes que iluminavam a árvore que havia no quintal. Era impressionante aquelas luzinhas voando incessantemente em volta da árvore e eu correndo atrás deles querendo pegá-los. Era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. A procissão passou, devagar, contrita, rezando e pedindo perdão a Deus, enquanto eu corria alegre atrás dos vagalumes, que com o tempo também se foram. Acho que cansaram da brincadeira na árvore.
Com o passar dos anos, a procissão foi diminuindo e hoje quase não existe mais e, não sei se por coincidência ou não os vagalumes também. Cheguei a pensar que estavam extintos. Consegui ver um há um mês mais ou menos no interior na casa da minha sogra. Talvez eles tenham se refugiado para aqueles lados, tentando encontrar novas procissões.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Olimpíadas de Pequim

Vi boa parte da abertura das Olimpíadas de Pequim. Estava curiosa, coloquie o relógio para despertar as 08h00 para não ter perigo de perder a hora e fiquei bonitinha na cama, embaixo das cobertas ouvindo a chuva lá fora e vendo Ana Maria Braga enquanto a Olimpíada não vinha.Gosto muito de ver as aberturas e encerramentos, seja da Olimpíada ou Copa do Mundo, sempre são espetáculos grandiosos, onde além da tecnologia, também é muito importante o fator humano e também, pq o meu lado nacionalista e um pouco piegas adora ficar emocionado e as vezes chegar as lágrimas quando vê nossa bandeira tremulando (melhor ainda se for em câmera lenta) e nossos atletas entrando no estádio. Dá um baita orgulho do Brasil, do nosso esporte, da nossa gente e de mim mesma por fazer parte desse país. Mas a abertura de hoje foi, diria assim, bem chinesa, bem zen; pelo menos até onde eu vi, logo após nossos atletas adentrarem ao estádio, como diria um locutor de futebol antigo. Foi um banho de história, de cultura milenar, de tradição, mas faltou um detalhe pequeno, faltou emoção, faltou aquele arrepio a cada novo assunto enfocado. Talvez porque desta vez, foi muito difícil separar toda aquela beleza, da poluição existente no país, parece um contrassenso, um povo que cultua tanto a natureza, estar acabando com o que eles tem como sagrado. Dificil também esquecer do Tibet, enqto. os seguidores de Confucio faziam uma coreografia maravilhosa e pareciam flutuar. Dificil também esquecer das lutas internas e do trabalho quase escravo de milhões de pessoas, enquanto as 56 etnias eram tão bem representadas. Que pena, naquela que é considerada a maior Olimpíada até hoje, o encanto se foi, e o que era vidro se quebrou.