Nada mais revigorante para quem acabou de sair da UTI do que ser levada pela simpática enfermeira, na cadeira de rodas para o quarto. Libertação!!!! E sendo quarto na ala da maternidade, melhor ainda. Sair do caos da incerteza frente a morte para cair no caos dos choros e risos de bebê que é a própria vida.
Fiquei sozinha no quarto, o que agradeci aos céus de todo meu coração. TV a cabo, revistas de palavras cruzadas, banheiro privativo, seis refeições por dia. O que mais alguém pode querer na vida? Além, é claro, das visitas de hora em hora de enfermeiras pra dar remédio, medir a pressão, a febre, etc. Amei tomar banho de chuveiro e me secar com uma toalha limpinha vinda de casa.
Passei um dia e uma noite no quarto, na manhã seguinte perguntei a todas as pessoas que entravam a que horas o médico passava, pq a idéia de ir embora estava tomando conta da minha ansiedade. E finalmente passou o médico, que fez a pergunta óbvia: quer ir embora? Claro!! Ok, pode ir, vou passar uma receitinha para vc levar.
Agradeci a atenção e assim que o médico saiu liguei rapidinho para Fátima vir me libertar, fui me arrumar, colocar uma roupa decente, tirar finalmente a camisolina da bunda pra fora. E quando estava tudo pronto, da porta, olhei para o quarto e pela primeira vez nesses dias todos, senti muito medo e tive vontade de chorar. Estava deixando a segurança e os cuidados 24hoo por dia e ia ficar por mim mesma. E agora?
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
UTI
Sempre achei que UTI fosse ante sala do cemitério e que fosse assim como nos filmes tipo plantão médico. Me enganei redondamente. Felizmente não é a ante sala do cemitério, mas também não é como nos filmes. É um pouco desconfortável aquela cama que sobe e desce e não se tem muito o que fazer a não ser ficar espiando os doentes do lado e o pessoal da enfermagem que fica de plantão, além de dormir dia e noite.
Assim que minha maca móvel chegou na UTI, já fui colocada na cama e como suvenir recebi aquela camisola sexy que deixa a bunda de fora, e quando dei por mim tinha uns cinco enfermeiros em cima de mim colocando aparelho de pressão, colando um monte de terminais pro eletro, colocando um pregador no meu dedo, colando o termômetro, e tentando achar uma veia para o soro e outra para fazer exames. Minhas veias são tímidas por natureza e numa situação dessas então, se juntaram e combinaram que nenhuma ia aparecer. Não sei se tenho mais pena de mim ou do pobre enfermeiro que ficava me espetando e procurando umazinha só para os exames de sangue. Conseguiram achar na mão uma que ficou com aquela agulhinha espetada o tempo todo para o soro, quanto as outras, parecia caça ao tesouro, ganhei também uma máscaro de oxigênio que teimava em ficar toda torta no meu rosto e incomodava bastante Depois desse início animado, tudo ficou mais calmo, só tomando um monte de comprimidos e a pressão sendo medida de hora em hora, assim pude dormir tranquilamente, só brigando com a máscara de oxigênio, e com todos os fios que estavam ligados.
Na manhã seguinte acordei bem e já tomei o café da manhã de hotel, café com leite, torradas e margarina. Fui visitada por uma enfermeira super simpática que trazia consigo umas coisas estranhas e animadissima foi logo dizendo: vamos tomar banho. E antes que eu falasse qualquer coisa, veio com um pano ensopado e cheio de sabonete direto no meu cabelo, e por aí seguiu. Esta foi uma experiência muito interessante, nunca vi ninguém tão rápida e eficiente no seu trabalho, rapidinho ela me deu banho, tirou a roupa de cama comigo em cima e colocou outra, coisa de mágico ilusionista. A única coisa que me deu medo, foi como ficaria meu cabelo quando secasse, afinal ele está acostumado a shampoo, creme de pentear, pente fino e grosso, tudo para poder domá-lo um pouco, tinha medo de ficar com cara de louca, com o cabelo todo revoltado, mas parece que ele entendeu a situação e se comportou direitinho.
Na UTI existem dois horários de visita, as 16h00 e as 21h00 com meia hora em cada um. Lá pelas 15h00 comecei a querer me arrumar, pois sabia que minha mãe estaria lá na primeira fila da entrada, provavelmente junto com a Fátima, minha santa vizinha. Esses horários de visita deixam a gente ansiosa, parece que o tempo não passa, não chega nunca as 16h00. Quando finalmente foi liberada a entrada, eu estava bem ansiosa e ficava olhando para a porta o tempo todo e não via minha mãe. De repente vi meu irmão, que deveria estar em SP trabalhando e estava lá junto com minha mãe. Acho que só agora consigo avaliar a felicidade que senti e a segurança que isso me trouxe, foi muito bom. Conversamos bastante, minha mãe, para minha surpresa, estava bem calma e tranquila.
O tempo é muito relativo e naquele dia meia hora foi rápido demais, e lá se foram eles embora e eu fiquei sozinha de novo, mas não solitária, sabia que tinha com quem contar.
Na visita da noite, eu nem me animei muito pois já tinha recebido minhas visitas, mas sempre dá aquela ansiedade de aparecer alguém, e apareceu a Fátima que resolveu dar um pulinho lá pra ver se estava tudo bem. Conversamos e rimos bastante e mais uma vez meia hora foi muito pouco e lá se foi minha amiga.
A noite na UTI é um capítulo a parte. O que fazer num lugar onde não tem nada para fazer, onde é proibido celular ou qualquer outro equipamento eletrônico. Não podia levantar, sequer ficar sentada, tinha que ficar ali em repouso absoluto, deitada quietinha durante todo o dia e agora durante a noite, e eles esperam que a pessoa tenha sono numa situação dessas. Tinha horas que desejava que chegasse algum paciente com problemas para ver se animava um pouco aquele lugar. Não ia ser ruim, ver a enfermagem correndo e entubando alguém.
Tentei várias coisas, contei carneirinhos, meditação, mantras, relaxamento, mas o máximo que conseguia era dormir umas duas horas e acordar outra vez e recomeçar as técnicas de relaxamento de novo.
E assim passou o tempo até o amanhecer, pelo menos agora eu podia ver um pedaço de árvore que aparecia na janela que ficava lá no alto da parede.
Nesse dia foi mais animado, já pude sentar na cama e consegui uma revista emprestada com uma enfermeira, além da reforma que estavam fazendo no andar de baixo, com marteladas, furadeiras e muito barulho passei o dia. Fiz um tur também pelo Hospital para uma ultrassonografia. Claro que não pude ir andando, então lá fui eu passear pelo Hospital na cadeira de rodas com a camisola sexy, sendo levada pela enfermeira que tenho cá pra mim, precisava de mais umas aulinhas de direção de cadeira de rodas. Mas foi bom mudar de ares e ir ao banheiro em vez de usar a comadre para um simples xixizinho.
Quando a noite chegou o sono foi embora. E lá estava eu as 02h00 da madrugada sentada na cama lendo revista, quando senti uma presença do meu lado, era o médico da noite - Não consegue dormir? - Não, dormi o dia todo - Quer uma coisinha para ajudar? - Ah, se tiver, eu aceito - Ok. E veio o copinho de café com um liquido cor de rosa, perguntei o que era e soube que era Rivotril. Eu nunca tomeir nenhum remédio para dormir, achei o máximo, principalmente pq. deitei, a enfermeira falou algo comigo, que não registrei e só acordei no dia seguinte, sem saber exatamente onde estava. Não é o máximo???
Manhã chuvosa, mas para mim era um dia de glória, afinal depois de deliberação entre os médicos, fui liberada da UTI, com uma frase que adorei: Dona Teresinha, com esse seu astral a senhora nunca vai ter nada, pode ir para o quarto. Tirando o dona e senhora, tive vontade de dar um beijo no médico. Vamos para o quarto.
Assim que minha maca móvel chegou na UTI, já fui colocada na cama e como suvenir recebi aquela camisola sexy que deixa a bunda de fora, e quando dei por mim tinha uns cinco enfermeiros em cima de mim colocando aparelho de pressão, colando um monte de terminais pro eletro, colocando um pregador no meu dedo, colando o termômetro, e tentando achar uma veia para o soro e outra para fazer exames. Minhas veias são tímidas por natureza e numa situação dessas então, se juntaram e combinaram que nenhuma ia aparecer. Não sei se tenho mais pena de mim ou do pobre enfermeiro que ficava me espetando e procurando umazinha só para os exames de sangue. Conseguiram achar na mão uma que ficou com aquela agulhinha espetada o tempo todo para o soro, quanto as outras, parecia caça ao tesouro, ganhei também uma máscaro de oxigênio que teimava em ficar toda torta no meu rosto e incomodava bastante Depois desse início animado, tudo ficou mais calmo, só tomando um monte de comprimidos e a pressão sendo medida de hora em hora, assim pude dormir tranquilamente, só brigando com a máscara de oxigênio, e com todos os fios que estavam ligados.
Na manhã seguinte acordei bem e já tomei o café da manhã de hotel, café com leite, torradas e margarina. Fui visitada por uma enfermeira super simpática que trazia consigo umas coisas estranhas e animadissima foi logo dizendo: vamos tomar banho. E antes que eu falasse qualquer coisa, veio com um pano ensopado e cheio de sabonete direto no meu cabelo, e por aí seguiu. Esta foi uma experiência muito interessante, nunca vi ninguém tão rápida e eficiente no seu trabalho, rapidinho ela me deu banho, tirou a roupa de cama comigo em cima e colocou outra, coisa de mágico ilusionista. A única coisa que me deu medo, foi como ficaria meu cabelo quando secasse, afinal ele está acostumado a shampoo, creme de pentear, pente fino e grosso, tudo para poder domá-lo um pouco, tinha medo de ficar com cara de louca, com o cabelo todo revoltado, mas parece que ele entendeu a situação e se comportou direitinho.
Na UTI existem dois horários de visita, as 16h00 e as 21h00 com meia hora em cada um. Lá pelas 15h00 comecei a querer me arrumar, pois sabia que minha mãe estaria lá na primeira fila da entrada, provavelmente junto com a Fátima, minha santa vizinha. Esses horários de visita deixam a gente ansiosa, parece que o tempo não passa, não chega nunca as 16h00. Quando finalmente foi liberada a entrada, eu estava bem ansiosa e ficava olhando para a porta o tempo todo e não via minha mãe. De repente vi meu irmão, que deveria estar em SP trabalhando e estava lá junto com minha mãe. Acho que só agora consigo avaliar a felicidade que senti e a segurança que isso me trouxe, foi muito bom. Conversamos bastante, minha mãe, para minha surpresa, estava bem calma e tranquila.
O tempo é muito relativo e naquele dia meia hora foi rápido demais, e lá se foram eles embora e eu fiquei sozinha de novo, mas não solitária, sabia que tinha com quem contar.
Na visita da noite, eu nem me animei muito pois já tinha recebido minhas visitas, mas sempre dá aquela ansiedade de aparecer alguém, e apareceu a Fátima que resolveu dar um pulinho lá pra ver se estava tudo bem. Conversamos e rimos bastante e mais uma vez meia hora foi muito pouco e lá se foi minha amiga.
A noite na UTI é um capítulo a parte. O que fazer num lugar onde não tem nada para fazer, onde é proibido celular ou qualquer outro equipamento eletrônico. Não podia levantar, sequer ficar sentada, tinha que ficar ali em repouso absoluto, deitada quietinha durante todo o dia e agora durante a noite, e eles esperam que a pessoa tenha sono numa situação dessas. Tinha horas que desejava que chegasse algum paciente com problemas para ver se animava um pouco aquele lugar. Não ia ser ruim, ver a enfermagem correndo e entubando alguém.
Tentei várias coisas, contei carneirinhos, meditação, mantras, relaxamento, mas o máximo que conseguia era dormir umas duas horas e acordar outra vez e recomeçar as técnicas de relaxamento de novo.
E assim passou o tempo até o amanhecer, pelo menos agora eu podia ver um pedaço de árvore que aparecia na janela que ficava lá no alto da parede.
Nesse dia foi mais animado, já pude sentar na cama e consegui uma revista emprestada com uma enfermeira, além da reforma que estavam fazendo no andar de baixo, com marteladas, furadeiras e muito barulho passei o dia. Fiz um tur também pelo Hospital para uma ultrassonografia. Claro que não pude ir andando, então lá fui eu passear pelo Hospital na cadeira de rodas com a camisola sexy, sendo levada pela enfermeira que tenho cá pra mim, precisava de mais umas aulinhas de direção de cadeira de rodas. Mas foi bom mudar de ares e ir ao banheiro em vez de usar a comadre para um simples xixizinho.
Quando a noite chegou o sono foi embora. E lá estava eu as 02h00 da madrugada sentada na cama lendo revista, quando senti uma presença do meu lado, era o médico da noite - Não consegue dormir? - Não, dormi o dia todo - Quer uma coisinha para ajudar? - Ah, se tiver, eu aceito - Ok. E veio o copinho de café com um liquido cor de rosa, perguntei o que era e soube que era Rivotril. Eu nunca tomeir nenhum remédio para dormir, achei o máximo, principalmente pq. deitei, a enfermeira falou algo comigo, que não registrei e só acordei no dia seguinte, sem saber exatamente onde estava. Não é o máximo???
Manhã chuvosa, mas para mim era um dia de glória, afinal depois de deliberação entre os médicos, fui liberada da UTI, com uma frase que adorei: Dona Teresinha, com esse seu astral a senhora nunca vai ter nada, pode ir para o quarto. Tirando o dona e senhora, tive vontade de dar um beijo no médico. Vamos para o quarto.
sábado, 24 de outubro de 2009
Aventuras no Hospital
Cá estava eu de novo no PS. Vi pela porta que o mesmo médico que me atendeu de manhã, ainda estava lá e pedi com todas as forças que ele não me atendesse de novo. Acho que alguém lá em cima gosta de mim, pois vi quando ele pegou minha ficha deu uma olhada e passou para seu colega que me chamou e lá fui eu mais tranquila. Praticamente as mesmas perguntas foram feitas, mas dessa vez, minha pressão foi medida e quando bateu em 16x9 o médico pediu um eletrocardiograma, e a dor continuava, feito o eletro apareceu uma alteração e pediram o famoso exame de enzimas, que é um exame de sangue que leva um tempão para ficar pronto e a gente tem que ficar lá esperando, e lá fiquei, tempos depois veio o resultado com alteração e vamos a uma nova bateria de eletro e enzimas. A partir daí comecei a ficar preocupada com a minha mãe que estava sozinha em casa e comecei a dar notícias via celular para acalmá-la. Para minha surpresa, durante o segundo eletro, aparece nossa vizinha que havia chegado da praia e quando soube do acontecido não teve dúvidas e foi lá ficar comigo. Mais algumas horas de espera e ansiedade e vem a notícia, a alteração persistia e eu seria internada para observação, tinha que ficar deitada esperando a internação. Quando chegou um médico e um enfermeiro dizendo que iam me levar para a UTI, levantei rápido e me sentei e levei o primeiro puxão de orelhas: A senhora está em repouso absoluto, logo mais um pulo desses e tomarei providencias, disse o médico. Achei aquilo meio engraçado e talvez uma preocupação exagerada pra uma dor de estomago, mesmo aparecendo a alteração nos exames, afinal eu estava com muita dor, podia ser só por isso. Mas como em Roma faça como os romanos, resolvi ficar deitada quietinha, e lá fui eu de maca, deitadinha pra UTI. Até a próxima.
Feriado frustrado 1
No último feriado fui ficar com minha mãe em Indaiatuba. O planejado foi ir no Sábado e voltar na Segunda-feira, logo após o almoço, mas meus planos foram mudados.
No domingo a noite, enquanto jogava uma partidinha de tranca virtual, comecei a sentir uma leve dor de estômago.
- Caramba, estou com gases e não tem nada pra tomar - pensei e fiquei fazendo massagens, me esticando e tomando chá de hortelã pra ver se passava, assim foi toda a noite. Logo que amanheceu corri ao Hospital próximo de casa e que atendia meu convênio, lá tive o primeiro choque de realidade, já que o Hospital divide os PS em dois, para quem tem convênio e para os mortais comuns. Fui direto ao que atendia o convênio, que estava vazio e calmo, chegando lá, fui informada que havia um bilhetinho onde dizia que não atendiam mais meu convênio. Como estava com muita dor, nem pensei em discutir e fui direto ao outro PS, que tinha ao contrário do primeiro, estava bem cheio com muita gente falando, uma atendente retocando a maquiagem enquanto a outra batia um papo animado com o pessoal da limpeza. Fui atendida na recepção e pediram que aguardasse ser chamada, sentei e esperei, e esperei, e esperei e nada.
Quando fui perguntar pq não chamavam ninguém, a gentil recepcionista avisou que estavam na troca de plantão, o que faz demorar um pouco o atendimento. Pedi ajuda pois estava com muita dor e começa a me sentir muito mal. Para me ajudar ela pediu a atendente que estava chegando que medisse minha pressão, e assim lá fui eu e descobri que minha pressão estava 15x9, muito alta. Isto posto voltei para cadeirinha e fiquei esperando mais um pouco e resolvi voltar ao primeiro PS e chorar minhas mágoas, para ver se conseguia algum atendimento. Quando voltei lá, dei a sorte da recepcionista estar ao telefone com alguém e quando comecei a pedir que confirmassem a informação ela perguntou sobre o assunto e descobrimos que ele podiam sim atender meu convênio. Suspiro de alívio e espera mais um pouco. Fui atendida e o médico, até simpático, me fez várias perguntas sobre o cardápio do final de semana e deduziu que meu problema era de fígado, nada que alguns remédios e um pouco de soro não resolvessem, e lá fui eu pro soro. Terminado o soro, realmente eu me sentia melhor, mas muito cansada e com sono, pq havia passado a noite em claro. Fui direto dirigindo pra casa de mamãe e dormi por umas duas horas.
Quando acordei a dor continuava e assim foi durante o dia até que por volta das 15h00 resolvi voltar para o PS, mas esse é assunto para a próxima postagem, até lá.
No domingo a noite, enquanto jogava uma partidinha de tranca virtual, comecei a sentir uma leve dor de estômago.
- Caramba, estou com gases e não tem nada pra tomar - pensei e fiquei fazendo massagens, me esticando e tomando chá de hortelã pra ver se passava, assim foi toda a noite. Logo que amanheceu corri ao Hospital próximo de casa e que atendia meu convênio, lá tive o primeiro choque de realidade, já que o Hospital divide os PS em dois, para quem tem convênio e para os mortais comuns. Fui direto ao que atendia o convênio, que estava vazio e calmo, chegando lá, fui informada que havia um bilhetinho onde dizia que não atendiam mais meu convênio. Como estava com muita dor, nem pensei em discutir e fui direto ao outro PS, que tinha ao contrário do primeiro, estava bem cheio com muita gente falando, uma atendente retocando a maquiagem enquanto a outra batia um papo animado com o pessoal da limpeza. Fui atendida na recepção e pediram que aguardasse ser chamada, sentei e esperei, e esperei, e esperei e nada.
Quando fui perguntar pq não chamavam ninguém, a gentil recepcionista avisou que estavam na troca de plantão, o que faz demorar um pouco o atendimento. Pedi ajuda pois estava com muita dor e começa a me sentir muito mal. Para me ajudar ela pediu a atendente que estava chegando que medisse minha pressão, e assim lá fui eu e descobri que minha pressão estava 15x9, muito alta. Isto posto voltei para cadeirinha e fiquei esperando mais um pouco e resolvi voltar ao primeiro PS e chorar minhas mágoas, para ver se conseguia algum atendimento. Quando voltei lá, dei a sorte da recepcionista estar ao telefone com alguém e quando comecei a pedir que confirmassem a informação ela perguntou sobre o assunto e descobrimos que ele podiam sim atender meu convênio. Suspiro de alívio e espera mais um pouco. Fui atendida e o médico, até simpático, me fez várias perguntas sobre o cardápio do final de semana e deduziu que meu problema era de fígado, nada que alguns remédios e um pouco de soro não resolvessem, e lá fui eu pro soro. Terminado o soro, realmente eu me sentia melhor, mas muito cansada e com sono, pq havia passado a noite em claro. Fui direto dirigindo pra casa de mamãe e dormi por umas duas horas.
Quando acordei a dor continuava e assim foi durante o dia até que por volta das 15h00 resolvi voltar para o PS, mas esse é assunto para a próxima postagem, até lá.
domingo, 11 de outubro de 2009
O que fazer no trânsito?
Dia desses, estava no meu caminho Butantã-Higienópolis naquele trânsito infernal onde primeira e segunda, são as únicas marchas que uso no carro, quando comecei a pensar no que podemos fazer para passar o tempo nessas horas.
Tudo que pensei parte do princípio que estamos dirigindo e não com motorista, vamos lá.
Podemos aproveitar aqueles jornaizinhos que o pessoal dá no farol e iniciar um curso de origami, antes de começar o origami, podemos ler as notícias.
Sempre é bom ter um lanchinho na bolsa para esses momentos, uma fruta, um sanduichinho, um suco, uma barra de cereais, um chocolatinho. Pode ser tudo junto, e seu almoço está garantido. Só cuidado em não por maionese, mostarda ou catchup no lanchinho pois pode derramar e sujar a roupa.
Depois de comer dê um trato nos dentes, passando o fio dental, isso só é possível se o carro tiver insulfilm, senão o pessoal do lado pode achar meio estranho, mas se vc não tiver problemas quanto a isso, fique a vontade.
Para as mulheres, agora é a hora do retoque na maquiagem, passar o rimel, o lápis, o batom, e até o blush. Passar o protetor solar sempre é importante, além do creme para as mãos e para finalizar escovar os cabelos, afinal é para isso que servem os espelhos, não?
Aos que gostam de atividades físicas, é possível fazer alongamento de mãos e pernas, além de uma boa sessão de exercícios faciais, aqueles que a gente arregala os olhos e abre a boca, parecendo que vai engolir o painel do carro, também é aconselhável que só quem tem insulfilm pratique esses exercícios, senão é capaz que o vizinho do lado chame o 190 achando que vc está passando mal.
Também podemos fazer nossas listas importantes para o dia a dia, como a agenda de compromissos, a lista de supermercado, dos dvds para o final de semana, dos namorados (as) que já tivemos na vida, dos maiores amigos, dos piores inimigos, dos presentes de Natal para dar e receber. Até essa listinha do que fazer no trânsito foi feita assim. Não esqueça de ter sempre a mão papel e caneta.
Para os religiosos é possível rezar um terço ou dois, depende do trânsito, fazer uma boa meditação, entoar seu mantra, quanto maior melhor.
Aproveitando a tecnologia, para os que tem acesso a internet, é a hora de passar e ver os e-mails, entrar no sites de relacionamento e conversar com alguém.
Aos perdidos e sem rumo é bom pegar o guia de ruas e começar a se achar.
E também aproveitar as máquinas digitais para tirar ótimas fotos, dos prédios, dos sinais de trânsito, dos carros ao lado e do próprio trânsito.
Mas acho que como a lei de Murphy, existe uma lei para essas horas, assim como acender o cigarro e o ônibus chegar, pois é, basta eu sacar a máquina fotográfica e apontar para algo interessante e os carros da frente começam a andar, e lá se vai minha melhor foto.
Pode demorar, mas em algum momento, o trânsito, assim como por mágica, vai desaparecer e as ruas ficarão vazias. Então é preciso manter o bom humor e sair com pelo menos 01h30 de antecedência para o compromisso.
Se alguém lembrar de mais alguma coisa interessante para o trânsito, mande para ir aumentando a nossa lista.
Tudo que pensei parte do princípio que estamos dirigindo e não com motorista, vamos lá.
Podemos aproveitar aqueles jornaizinhos que o pessoal dá no farol e iniciar um curso de origami, antes de começar o origami, podemos ler as notícias.
Sempre é bom ter um lanchinho na bolsa para esses momentos, uma fruta, um sanduichinho, um suco, uma barra de cereais, um chocolatinho. Pode ser tudo junto, e seu almoço está garantido. Só cuidado em não por maionese, mostarda ou catchup no lanchinho pois pode derramar e sujar a roupa.
Depois de comer dê um trato nos dentes, passando o fio dental, isso só é possível se o carro tiver insulfilm, senão o pessoal do lado pode achar meio estranho, mas se vc não tiver problemas quanto a isso, fique a vontade.
Para as mulheres, agora é a hora do retoque na maquiagem, passar o rimel, o lápis, o batom, e até o blush. Passar o protetor solar sempre é importante, além do creme para as mãos e para finalizar escovar os cabelos, afinal é para isso que servem os espelhos, não?
Aos que gostam de atividades físicas, é possível fazer alongamento de mãos e pernas, além de uma boa sessão de exercícios faciais, aqueles que a gente arregala os olhos e abre a boca, parecendo que vai engolir o painel do carro, também é aconselhável que só quem tem insulfilm pratique esses exercícios, senão é capaz que o vizinho do lado chame o 190 achando que vc está passando mal.
Também podemos fazer nossas listas importantes para o dia a dia, como a agenda de compromissos, a lista de supermercado, dos dvds para o final de semana, dos namorados (as) que já tivemos na vida, dos maiores amigos, dos piores inimigos, dos presentes de Natal para dar e receber. Até essa listinha do que fazer no trânsito foi feita assim. Não esqueça de ter sempre a mão papel e caneta.
Para os religiosos é possível rezar um terço ou dois, depende do trânsito, fazer uma boa meditação, entoar seu mantra, quanto maior melhor.
Aproveitando a tecnologia, para os que tem acesso a internet, é a hora de passar e ver os e-mails, entrar no sites de relacionamento e conversar com alguém.
Aos perdidos e sem rumo é bom pegar o guia de ruas e começar a se achar.
E também aproveitar as máquinas digitais para tirar ótimas fotos, dos prédios, dos sinais de trânsito, dos carros ao lado e do próprio trânsito.
Mas acho que como a lei de Murphy, existe uma lei para essas horas, assim como acender o cigarro e o ônibus chegar, pois é, basta eu sacar a máquina fotográfica e apontar para algo interessante e os carros da frente começam a andar, e lá se vai minha melhor foto.
Pode demorar, mas em algum momento, o trânsito, assim como por mágica, vai desaparecer e as ruas ficarão vazias. Então é preciso manter o bom humor e sair com pelo menos 01h30 de antecedência para o compromisso.
Se alguém lembrar de mais alguma coisa interessante para o trânsito, mande para ir aumentando a nossa lista.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
7 de Setembro
E hoje é sexta-feira. E sexta-feira véspera de feriado. 7 de Setembro dia da Independência do Brasil. Uma independência rota de um país maltrapilho. Depois de tanto tempo os conchavos, as falcatruas, os desmandos, as negociatas continuam exatamente iguais. Dizem que devemos aprender com a História para evitarmos os erros já cometidos, mas parece que aprendemos com a História a fazer erros maiores e piores do que os que já foram feitos.Continuamos com os coronéis mandando e desmandando, tratando o país como se fosse o seu quintal e a população como se fosse seus serviçais. Só falta o chicote e o pelourinho (talvez ainda se encontre algum nessas fazendas perdidas pelo interior do Brasil.)Estou amarga e desiludida? Talvez, mas eu diria que estou com a paciência por um fio ao ler no noticiário de hoje notícias que poderiam ser lidas nos jornais de 1800. Já dizia o grande pensador popular sem nome nem carteira de identidade: as moscas mudam mas a merda é sempre a mesma.
Bom Feriado a todos.
Bom Feriado a todos.
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