segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2010

2010 começa com uma matéria bem interessante do blog da moda sobre modelos plus size. Parece que os conceitos estão mudando e a democracia vai atingir a moda também. Chega da ditadura da magreza, afinal não há somente mulheres e homens tamanho 36 ou 38.>
04/01/2010

Ok, o ano é novinho, e o assunto até que já está bem batido. Mas ainda gera polêmica.

A V Magazine promete uma edição inteirinha (ou quase) dedicada às modelos acima do peso, conhecidas lá fora como plus-size girls. Apesar de usarem manequim maior que o tradicional 36 das modelos longilíneas de passarelas, as garotas cheias de curvas transbordam sensualidade, feminilidade, têm a pele linda e arrasam ao escolher roupas que valorizam pernas e busto, por exemplo e escondem a barriguinha saliente e outras dobrinhas.

Estas fotos abaixo são de um dos ensaios da V Magazine edição “Size Issue“, como foi batizada. São cortesia do stylist Nicola Formichetti para o site de moda Fashion Copious. Modelos acima do peso assumem suas formas e posam bonitas de maiô e corselete, arrasando no cabelão ao estilo dos anos 80 e no carão. Os cliques são do fotógrafo Solve Sundsbo. Olha:















Então, um brinde a toda forma de beleza. Sejam as magrinhas, as magééérrimas e as mulheres cheias de curvas, contanto que todas tenham saúde e se sintam bem.

Um beijo e feliz 2010

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Fim da novela!!!!

FELIZ, FELIZ, FELIZ!!!!!!!!!!
A consulta foi ótima. Segundo a Dra. Márcia eu tive um espasmo, minha artéria fechou um pouquinho pq minha diabete estava fora de controle, por isso os exames no PS apresentaram alterações.
Como ela disse, eu não enfartei e a probabilidade disso acontecer é muito pequena. Agora vou fazer o exame de esteira e voltar para atividade física.
Assim que cheguei em casa fui avisando todo mundo de como estou bem. É tão bom ter amigos que se preocupam com a gente e nos mandam sua energia positiva e seu amor!
Amo todos os meus amigos!!!!!!!!

sábado, 31 de outubro de 2009

Último exame

Ontem foi o grande dia! Acordamos as 5h00 e fomos a Padaria tomar café da manhã, pois precisava estar em jejum de 06h00. As 07h00 a Silvinha passou aqui, nos pegou e lá fomos nós para a aventura.
Foi tudo bem mais simples e rápido do que imaginei. Depois da ficha feita e questionário respondido, fui para uma semi UTI para tomar o soro e esperar o exame, nesse lugar o acompanhante pode ficar o tempo todo. Como eu tinha dois, eles foram se revesando na função. A Mary que estava gripada, melhorou e veio se juntar a turma, agora eram 3 acompanhantes.
Antes do horário previsto, fui chamada para o exame. Foram 10 minutos de preparação e 15 minutos do exame em si. Não dói nada, só é um pouco desconfortável, o médico vai dizendo tudo que está fazendo e quais as reações normais ao procedimento. A anestesia é local, então fui acompanhado tudo, respondendo as perguntas do médico e fazendo várias também, que sou muito curiosa.
É engraçado sentir o cateter passeando por dentro do corpo e chegando até o coração, lembrei de um filme antigo onde cientistas eram miniaturizados e entravam no corpo do paciente numa espécie de foguete, para descobrir a causa da doença. Fiquei imaginando os micro cientistas passeando dentro de mim e dando uma volta no meu coração para ver como estavam as coisas.
Terminado o exame voltei para a semi UTI onde fiquei durante uns 40 minutos com um aparelho que tem a função de evitar sangramento, é um tipo de uma prensa que comprime a artéria; nada que não dê para aguentar. O chato é ficar sem se mexer durante esse tempo. Mais uma vez a yoga veio em meu socorro. Olhos fechados, concentrada no chakra acima do olho, respirando devagar, entoando o mantra, não senti o tempo passar.
Assim que tiraram o tal compressor, veio o lanchinho, canja de galinha sem sal, suco de laranja e gelatina diet. Continuava sem poder dobrar a perna, levantar o corpo ou ficar levantando a cabeça, e vai a Mary me dar a sopinha. Acho que foi o momento mais engraçado do dia. Eu virava a cabeça para a direita e acabava babando tudo. Demorou até a loira perceber que tinha que ficar com a cabeça reta olhando para frente.
Como tudo já estava bem e o Jorginho precisava trabalhar para pagar as contas, ele foi embora. A tarde tudo tranquilo, só esperando a hora da saída, a Mary também foi liberada. Ficou a Silvinha comigo, para me levar para casa de carro. Ficamos nós e as revistas de fofocas que o Jorginho comprou de manhã.
As 15h30 fui liberada com várias recomendações, o laudo na mão e a notícia mais importante, o exame deu normal. Não tenho nenhum problema no coração. UFA!!!!!!!! Que alivio.
Agora estou passando o feriado meio de molho, e na terça feira levo tudo para a Cardio.
Até terça.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

CAT.

Daqui a pouco (05h00) vou acordar para o último exame, o famoso cat. Estou um pouco ansiosa com essa história, ainda mais que hoje me ligaram pedindo para estar no hospital 03hoo antes do exame para tomar soro, que é para proteger os rins do iodo do contraste, além de ficar + 05h00 no hospital depois do exame, vou passar o dia por lá. Ainda bem que a Silvinha vai junto, pena que a Mary não pode ir pq está gripada, além do Jorginho que não pode faltar. Vai ser uma excursão divertida, comprei dois livros, pra me divertir mais tarde.
Mas, nem tudo é exame nessa semana. Hoje a Mariana me ligou contando que passou na Faculdade de Educação Física! Eh alegria!!
O tempo passa tão rápido, ainda ontem ela era um bebezinho que ficava no meu colo.Matheus fez 13 anos hoje, está com a voz grossa. Que bom poder acompanhar a história das crianças.
Amanhã trarei mais notícias.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Resultados

Voltei ao Dr. João com meus exames e o resultado não foi de todo mal. Digamos que fiquei de recuperação e vou ter que esforçar para passar de ano. A glicose caiu bastante e está em nível aceitável, mas o exame que mostra o quanto de açúcar tem dentro do sangue não foi lá essas coisas, por isso não passei de ano.
Agora é esperar sexta-feira para fazer o cat.

exames

Seis meses depois da minha última consulta, fui a procura do Dr. João, endocrinologista que me acompanha há pelo menos sete anos, competente e acima de tudo que traz a tradição do médico que conhece seus pacientes e os segue pela sua vida a fora.
Quando contei minha desventura, ele ouviu tudo e ficou em silêncio mais alguns segundos depois que terminei, me olhou sério, olho no olho e falou: Bem, agora acabou a brincadeira, né? Chegou a hora de levar a diabete e suas consequências a sério.
Nessa hora quase explodi em lágrimas, respirei fundo olhei para ele pedindo socorro e perguntei o que fazer agora.
No mesmo instante ele me indicou uma cardiologista, ligou pessoalmente para ela e pediu que me atendesse no mesmo dia. Deu uma olhada nos remédios que eu estava tomando, mudou alguma coisa referente a diabete, pediu uma série de exames e continuou falando comigo de outros assuntos que não tinham nada a ver com o assunto tratado.
Ao nos despedirmos me pediu que fosse dando notícias, quando marcasse com a cardiologista, e como estava me sentindo.
Liguei para Dra. Marcia, a cardiologista e no mesmo dia fui lá. Me senti segura e amparada, pois estava nas mãos de uma médica indicada pelo meu médico de confiança. Ela pediu uma série de exames de sangue, eco, rx, holter e o famoso cateterismo que atende pelo pomposo nome de cineangiocoronariografia, e pelo apelido carinhoso de cat.
Sábado fiz os exames de sangue e minhas veias continuam em greve. Saí do laboratório com três bandaids estampadinhos com desenhos infantis e quase meia hora depois de entrar no box para o exame.
Ontem coloquei o Holter para ficar 24h00, parecia a mulher biônica, com vários fios ligados numa maquininha que ficou presa no sutiã. Não dói nada mas incomoda muito e fiquei tensa o tempo todo, pois sou estabanada e bater a mão num desses fios e desligar tudo seria muito fácil.
Hoje fui tirar o Holter, aproveitei e levei os exames de sangue, até aqui tudo bem, tirei boas notas.
A tarde fui fazer o RX e o eco e aparentemente continua tudo bem, vou pegar os resultados amanhã.
Consegui marcar o cat para sexta-feira as 12h00, é o último e mais importante exame, esse é que vai realmente dizer o que houve e o que me espera.
Até sexta.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Casa da mãe

Enquanto estive no quarto que tinha telefone direto, recebi muitas e muitas ligações, dos amigos, dos parentes, do pessoal que estava preocupado comigo. Fico chateada de causar tanta preocupação, mas ao mesmo tempo, fico feliz com tanta gente preocupada e interessada em minha saúde.
Saí do Hospital com o diagnóstico entre uma angina muito forte ou um princípio de enfarte, qualquer uma das duas opções, não é nada animadora.
Segurei tudo bem, fui conversando durante o caminho, estava me sentindo muito bem, sem dor nenhuma e agora era voltar a vida normal. Foi tudo muito bem, até que cheguei em casa e vi minha mãe. Nessa hora a força foi embora e me senti aquela criança desamparada e caí no colo dela chorando, e minha mãe com toda sabedoria de todas as mães, também chorando, disse que agora estava tudo bem, tinha passado, como fazia quando eu era pequena, caia e ralava o joelho. Meu irmão foi me buscar lá pelo meio da tarde e me trouxe para SP, para a casa dele, onde estava meu carro. No final da tarde, vim finalmente para minha casa.
Não sei dizer exatamente o que estava sentindo. Fisicamente, estava tudo bem, mas uma sensação estranha de ansiedade, medo, sei lá, insegurança, qualquer dorzinha agora vai ser sempre mais do que uma dorzinha.
No dia seguinte recebi uma ligação do trabalho, queriam saber se realmente eu me sentia bem para voltar a trabalhar. Claro que eu estava bem, afinal foram só dois dias de UTI, nada de grave.
E trabalhando eu não ia ficar em casa pensando na vida, o que poderia ser pior naquele momento.
É impressionante como a gente tem o dom de querer se enganar, a negação vem com toda força, mas ao mesmo tempo, algum grilo falante sussurava no meu ouvido, que não era bem assim.
Primeira sessão de terapia depois do ocorrido e começa o choque de realidade e da necessidade de correr contra o tempo.
Assim 15 dias depois de ficar de molho no hospital, fui para o médico.